quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011


POEMA DO DEUS DIVINO



de Alziro Zarur



O Deus que é a Perfeição, e que ora eu tento

Cantar em Versos de sinceridade,

Eu nunca O vi, como em nenhum momento

Vi eu o vento ou a eletricidade.



Mas esse Deus, que é o meu eterno alento,

Deus de Amor, de Justiça e de Bondade,

Eu, que o não vejo, eu o sinto de verdade,

Como à eletricidade, como ao vento.



E o sinto na ânsia purificadora,

Na manifestação renovadora

Do Belo, da Pureza, da Afeição.



Com Ele falo em preces inefáveis,

Envolto em vibrações inenarráveis,

Que me trazem clarões da Perfeição.



Pois creio é nesse Deus imarcescível

Que ampara a Humanidade imperfeitíssima:

Deus de uma Perfeição inacessível

À humana indagação falibilíssima.



Bondade — que os pecados não consomem —

Do Espirito Divino aos filhos seus:

Deus sempre desce até seu filho, o homem,

Quando o homem sobe até seu Pai, que é Deus!



Pois creio é nesse Deus imarcescível

Que ampara a Humanidade imperfeitíssima:

Deus de uma Perfeição inacessível

À humana indagação falibilíssima.

(Poema extraído de um panfleto distribuído pelo Templo da Boa Vontade - José de Paiva neto)

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011


O LAMPEJO


A IDÉIA DE REVELAÇÃO


Como sabemos o que sabemos? Pela razão, sentidos, percepção, revelação ou lembrança? E quanto aos fatos que parecem não se enquadrar nesses métodos? Santo Agostinho tinha uma resposta convincente.

As experiências místicas tendem a ser banais para aqueles que não as vivenciaram. Por isso ás idéias dos místicos não são enunciadas neste livro. Mas Santo Agostinho não era místico. Sua idéia daquilo que é chamado de ‘revelação’ não implica nenhuma experiência extraordinária e se traduz na admissão de que é pela compreensão mental que podemos atingir o conhecimento que ultrapassa a razão ou os sentidos – as idéias. Santo Agostinho acreditava que Deus coloca as idéias em nossa mente. Essas idéias abrangem os axiomas matemáticos ou a existência de idéias como a beleza ou a bondade, ou mesmo a existência de Deus.

O santo descreveu a revelação como validação, ocorrendo “ no âmago de meus pensamentos, sem ajuda da boca ou da língua ou qualquer som silábico “. Isso indica à maneira como ele teve a idéia. Sua colocação aponta para um aprofundamento de autopercepção induzido pelo hábito da leitura silenciosa – uma pratica então considerada rara e misteriosa. A personalidade do santo também ajudou a moldar esse raciocínio.

Como tantas outras pessoas geniais, santo Agostinho era seletivo e humilde , e considerava inadequado compreender sem ajuda os mistérios da vida. Sendo assim, o que era ininteligível para sua própria capacidade metal tinha de ser iluminado por lampejos de Deus.
Platão tinha uma teoria semelhante: afirmava que o conhecimento é inato e que nos tornamos cientes dele pela rememoração.
A finalidade da instrução é, portanto, levar-nos a lembrar o que sabemos.
Na verdade, essa parece ter sido uma idéia grega para ‘verdade’ é aletheia – “coisas não esquecidas.

Mas afirmar que recuperamos o conhecimento a partir de nosso próprio âmago, por meio de nosso próprio esforço, é algo muito diferente de confir ans impressões vindas d fora. Sem pretender fazê-lo, santo Agostinho criou uma licença intelectual para que os místicos representassem seus delírios como revelações.

Esse foi um problema sério para o cristianismo. Tanto quanto a razão, a experiência, as escrituras e a tradição, havia outra forma de adquirir conhecimento – o canal exclusivo de cada indivíduo, entre ele mesmo e Deus. O misticismo fora praticado pelos cristãos desde a época dos apóstolos – são Paulo descreveu o que lhe pareceu serem experiências místicas. Mas o propósito dos transportes místicos sempre fora conseguir a sensação de união com Deus, uma auto-identificação emocional com a natureza amorosa divina. A idéia de santo Agostinho tornou possível receber mensagens explícitas que podiam entrar em conflito com a Igreja. Esta teve de policiar o misticismo; o ocidental podia ser uma questão de meditação, e o “misticismo da natureza” nunca ganhou o respeito intelectual.

“Observei que a sabedoria é mais proveitosa do que a insensatez, assim como a luz é mais que as trevas.” Eclesiastes 2,13

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

AMOR IRRESTRITO DE DEUS


A IDÉIA CRISTÃ DA GRAÇA

A idéia mais radical de são Paulo contribuiu para que o cristianismo se revelasse inspirador e problemático. São Paulo foi tanto louvado quanto execrado por criar ou corromper o cristianismo. Não há dúvida de que ele ampliou os ensinamentos de Cristo talvez de uma forma não prevista por Jesus. Uma das melhores idéias de são Paulo é a idéia da graça.
A graça significa que Deus concede favores a pessoas – recompensas neste mundo e a salvação no outro – independentemente do merecimento de quem os recebe. “pela graça foste salvos”, escreveu são Paulo aos efésios e não por mérito próprio, asseverava ele constantemente.
Realmente, na forma mais extremada da doutrina,, que Paulo parece ter preconizado ocasionalmente e que a Igreja sempre sustentou, os receptores não tem mérito algum: são filhos do pecado original e qualquer bem que possam praticar é efeito da graça divina. “Não há nenhuma diferença, escreveu Paulo aos romanos. “todos são pecadores e carentes da glória de Deus e todos são remidos pelo irrestrito dom de sua graça”
Essa é evidentemente uma idéia libertadora e atraente. Ninguém pode danar a si mesmo pelo pecado. Ninguém é irredimível, se Deus assim quiser. O valor da maneira como se vive não e medido segundo a conformidade exterior com as regras e os ritos, mas sim pela profundidade da reação individual à graça. No entanto, essa idéia pode ser levada longe demais. São Paulo insistia em afirmar que Deus escolheu quem receberia a graça “antes que o mundo existisse”- uma escolha prematura da parte de Deus, que torna o mundo aparentemente sem sentido. Alguns heréticos tomaram essa idéia como uma licença para fazer aquilo de que gostavam: em estado de graça, seus crimes não eram pecado, mas sim atos “sagrados e inocentes”. Alguns colegas de apostolado de Paulo desaprovaram sua doutrina, que parece eximir os cristão de praticar o bem. Tiago veiculou o que os modernos exegetas acabariam chamando de “esclarecimentos”, insistindo que “amar o próximo como a sim mesmo era uma regra iniludível e que a” fé sem as obras é vã”. Começou então uma longa controvérsia entre os que consideravam a graça uma ventura colaborativa, em eu o indivíduo desempenha um papel ativo, e aqueles que acham que reconhecer qualquer iniciativa da parte do pecador menospreza a onipotência e o amor de Deus. Durante a reforma, o segundo grupo formou uma dissidência da igreja católica, citando são Paulo em apoio a sua visão das coisas, e fundou o protestantismo.

“O livre-arbítrio do homem serve apenas para levá-lo ao pecado, se o caminho da verdade lhe for oculto.” Santo Agostinho, Confissões (c.400 d.c)

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

ACRÓSTICO

Prefeito amigo, amigo perfeito
Amante fiel no espanto das dores
Um forte Quixote de livres conceitos
Lutando sem medo entre opositores
Ostentando nas lutas, seu modo, seu jeito

Curando dos males, sarando feridas
Ensinando pessoas ser mais que pessoas
Sem palavras levando a gente pra vida
Apenas com atos que parecem atoa
Refletem porém toda a graça esquecida

Ninguém mais que você que salva criancinhas
Esqueceu de si próprio e plantou tanto amor
Merece um poema em singelas linhas
Escrito por mãos de um admirador.

(Agradeço ao Sr. Álvaro de Paula que me presenteou com esse lindo Acróstico.)

Pensamentos

" O apetite do ser humano não se contenta em nenhum limite;
deseja sempre ultrapassar o ponto em que se encontra"

Giovanni Boccacio

" Até no trabalho mais mecânico e alienado há sempre um componente reflexivo, assim como todo ser humano tem uma cultura e forma uma concepção de mundo no interior do seu ambiente social"
Antonio Gramsci

" Há livros de que apenas é preciso provar, outros que têm de se devorar,outros, enfim, mas são poucos, que se tornam indispensáveis, por assim dizer,mastigar e digerir"
Francis Bacon

(Frases extraídas da revista Filosofia/Ano V/nº51 - pag.66)

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010


Breve vida, como só ela sabe ser


Teu coração jorra poeira;
(sarcasticamente, parecem chorar por você.)
Tens na boca sabor de solidão.

Tal qual um filme antigo
vives em pequenos espaços
de cenas mudas, quadros silenciosos
de uma vida que não escolheras

Nada mais te espantas que o ranger de relógios
que trabalham contra todas as tuas vontades
as engrenagens esmagam teus sonhos
espalham poeira, a tua poeira, no chão.

E tua vida passa, porque assim o é.
Liberto das crendices de outrora,
sabes que o divino encanto é irreal.
Aceita a morte como única condição da consciência
E dormes deixando saudades em quem te ama.

(Texto de Guilherme Maffa Feitoza extraído da Revista Cult/nº148 - Julho de 2010 - Ano 13 - Oficina Literária voltada para a publicação de inéditos/página 66)
Clarissa

Clarissa brinca de ser criança...

Clarissa dança tanto que, se pudesse, terminava a vida sem terminar

Clarissa transpira tanta paixão, tanta ternura que faz a vida ter sentido

só pra ver Clarissa uma única vez...

Mas, Clarissa brinca de ser criança...

criança manhosa e perfídia.

Nos passos de uma valsa, Clarissa envolve, amarra, encanta...Não abre mão de

ser Clarissa. E desperta paixões impossíveis, criança perfídia...

Quando olhares Clarissa a dançar, tenhas certeza de que não há nada mais belo.

Nem mais cruel. Porque Clarissa envolve, amarra, encanta...

E deixa-te só, numa paixão efêmera de infância.

(Texto de Guilherme Maffa Feitoza extraído da Revista Cult/nº148 - Julho de 2010 - Ano 13 - Oficina Literária voltada para a publicação de inéditos/página 66)

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010



Deus, ajudai-me a dizer a verdade para o forte e a esquivar-me de contar mentiras para ganhar o aplauso do fraco. Se me derdes fortuna, não me tireis a razão. Se me derdes sucesso, não me tireis a humildade. Se me derdes humildade, não me tireis a dignidade. Deus, ajudai-me a ver o outro lado da moeda. Não me deixeis acusar outros de traição só porque não pensam como eu. Deus, ensinai-me amar as pessoas como amo a mim mesmo e a julgar a mim mesmo como julgo os outros. Por Favor, não me deixeis ser orgulhoso se for bem-sucedido, ou cair em desespero se fracassar. Recordai-me de que o fracasso é a experiência que precede o triunfo. Ensinai-me que perdoar é o mais importante no forte e que vingança é o sinal mais primitivo do fraco. Se me tirardes meu sucesso, deixai-me manter minha força para conseguir sucesso a partir do fracasso. Se eu falhar com as pessoas, dai-me coragem para me desculpar, e se as pessoas falharem comigo, dai-me coragem para perdoá-las. Deus, se eu me esquecer de vós, por favor, não vos esqueçais de mim.


(Texto de Mahatma Gandhi - extraído do livro EU de Martin, Ricky - Editora Planeta do Brasil/2010)

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

PREVISÕES E PROFECIAS




A crença numa paixão imortal é o sinal mais claro da generosidade e do orgulho que ajudam a enfrentar a certeza do sofrimento e da culpa. essa dupla que constitui o centro da vida humana.



(Trecho da matéria de Roberto da Matta, publicada no Jornal O Estado de São Paulo do dia 06 de outubro de 2010, D12, caderno 2.)
Em entrevista Cláudia Raia recém-separada fala um pouco sobre a nossa fase que esta vivendo...




Você acaba de passar por uma separação (do ator Edson Celulari) e ficou na mira das fofocas. Ainda fica aflita quando vê coisas sobre a vida pessoal?


Ah, sempre dá aflição, principalmente porque quase tudo é mentira. Mas não sou escrava do que dizem ao meu respeito, ainda mais neste momento, em que cada hora me arranjam um namorado. Até o final da novela, já me botaram namorando o elenco inteiro! É chato... Mas até que nos trataram com respeito durante a separação. Nos pouparam e a gente soube conduzir. Acho que as pessoas entenderam que não é toda separação que precisa ter barraco, confusão, sangue.


Fiquei pensando que é muito doido você se separar e ter de soltar um comunicado oficial sobre isso.


A gente pensou que o comunicado nos traria o benefício da não-especulação. É mais doido ainda você ficar explicando como é que está tão bem. Mas eu é que não vou ficar contando o que acontece quando eu chego em casa. O luto é meu. Toda transformação dói, mas a vida tem de andar.




Trechos da Entrevista de Cláudia Raia, publicada no jornal o Estado de São Paulo, do dia 10 a 16 de outubro de 2010, capa/tv.

terça-feira, 26 de outubro de 2010


Lição de Vida

Entrevista/Ignez Baptistella
De dona de casa a mochileira: uma virada pessoal que rendeu livro




Na data de seu aniversário de 80 anos, dia 9 de agosto, Ignez Baptistella lançou Voo Livre - A História de uma Mulher que Ousou Enfrentar o Mundo. Seu livro serviu como uma resposta para as muitas pessoas que a criticaram e a chamaram de louca. Motivo: ela, uma dona de casa, mãe de seis filhos, deu um basta no casamento de 27 anos, aparentemente perfeito, abdicando de vida confortável para simplesmente viver - e destituída dos bens e pensão.


Com os rebentos bem-criados, aos 50 anos, ela juntou o pouco que tinha e rumou para Londres com a intenção de estudar inglês. Para quem vivia em função da família, a decisão de virar a mesa foi um ato de heroísmo. Além da enxurrada de críticas, a cidade onde morava (e mora atualmente), Araras, interior de São Paulo, ficou em polvorosa. Ignez foi excluída da sociedade, da família e ainda foi tachada de louca.


Ela, porém, não se intimidou e se mandou para a Europa com uma mochila nas costas, sem saber uma palavra em inglês. Com coragem e determinação, matriculou-se em uma escola e passou a se manter com bicos. Fez de tudo: de babá a faxineira. Com o que ganhava, viajou por vários países, sempre sozinha. Tirou certificado de proficiência em inglês pela conceituada Universidade de Cambridge.

Após quase 10 anos na estrada, Ignez volta ao Brasil e até hoje se sustenta dando aulas particulares do idioma. É essa história - inspiradora - que ela conta em seu livro.

Parte do artigo "Lição de vida", publicado no jornal O Estado de São Paulo, em 10 de outubro de 2010.
http://www.estadao.com.br/noticias/suplementos,licao-de-vida,622335...

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Ausência de limite condunde, diz Psicóloga

Cada vez mais a publicidade se volta às crianças, que ainda não têm condições de atribuir valor às coisas .

Para educadores e psicólogos, a diminuição das barreiras entre o mundo adulto e o mundo infantil provoca uma confusão do papel e do lugar da criança na sociedade.

Surgem, assim, crianças "adultizadas" e, anos depois, adultos "infantilizados"."

Quando você pula uma etapa da vida, essa etapa volta, em algum outro momento", afirma Rosely Sayão, psicóloga e colunista da Folha.

O acesso indiscriminado a conteúdo adulto na TV, internet, nos jogos eletrônicos e o consumo são alguns dos principais responsáveis por esse processo. Se é impossível -e até indesejável- barrar completamente o acesso à mídia e às novas tecnologias, o ideal é que haja um acompanhamento e controle dos pais, dizem especialistas.

"Se uma criança vê uma cena de novela ou um trecho do jornal, os adultos devem conversar, explicar o contexto, deixar claro o que é certo e errado, o que é do universo dos adultos e o que diz respeito à criança", afirma a educadora Maria Ângela Barbato, professora da PUC-SP.

Mas isso nem sempre acontece. "Os pais têm pouco tempo com os filhos. É mais fácil deixar a criança fazer o que quiser", ressalta Rosely.

"A família precisa ter um conjunto de valores muito sólidos e passar isso de forma clara para as crianças", afirma a socióloga e educadora Gisela Wajskop, diretora do instituto de pedagogia Singularidades. "É a única forma de não ceder aos apelos do mercado", completa.


Para ela, negociar o uso dos meios de comunicação e jogos eletrônicos, em vez de simplesmente proibir, tem papel importante na educação, pois estabelece limites e permite que a criança reconheça a autoridade dos pais.

"Quando a criança e o adulto têm o mesmo poder de decisão sobre o que será consumido, o tipo de atividade que a família vai fazer, há uma grande confusão de papéis. Os adultos é que devem dar as regras do jogo", diz.
O apelo da publicidade, que mira cada vez mais o público infantil, é outro tema ao qual os pais precisam ficar atentos, de acordo com especialistas ouvidos pela Folha."Em vez de criarmos cidadãos, estamos formando pequenos consumidores. Só que as crianças não estão prontas para isso, não sabem atribuir valor às coisas", afirma Laís Fontenelle, coordenadora de educação do Instituto Alana, ONG que combate o consumismo infantil. "Isso é tarefa dos pais", diz."

O ato de comprar vira um jogo, e as crianças não dão valor ao objeto da compra. A escolha do que vai ser consumido deve ser sempre dos pais", defende Rosely.


(Matéria Publicada na Folha de S. Paulo, Cotidiano, C3 de 10/10/2010, por Letícia de Castro)

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Os Benefícios de escrever à mão

A ciência comprova que redigir textos de próprio punho melhora o raciocínio, a linguagem e a memória.


A estudante de aviação civil Giovanna Vieira faz parte da geração que já nasceu conectada. Aos 19 anos de idade, ela passa pelo menos duas horas por dia na frente do computador e carrega para cima e para baixo seu celular com tela sensível ao toque. Mesmo declarando-se uma adepta das mensagens de texto e e-mails como forma de comunicação, Giovanna matriculou-se há um mês e meio na Escola de Caligrafia De Franco, uma das mais antigas de São Paulo. “Decidi fazer caligrafia porque achava minha letra muito feia”, conta ela. “No começo, meus amigos disseram que isso era coisa de velho, mas hoje eles até elogiam meu avanço.”


Segundo estudos recentes das Universidades de Indiana e Washington, nos Estados Unidos, a atitude de Giovanna não só ajudará a melhorar sua letra como também poderá garantir a saúde de seu cérebro. Utilizando um aparelho de ressonância magnética, os pesquisadores do departamento de psicologia e neurociência da Universidade de Indiana detectaram maior atividade neural no cérebro de crianças que haviam praticado a escrita à mão, em comparação com aquelas que apenas observavam letras numa tela. Já as imagens de cérebros de adultos analisadas pela Universidade de Washington indicaram que os movimentos sequenciais das mãos necessários para a escrita, ativam as áreas cerebrais responsáveis pelo raciocínio, linguagem e processamento da memória.


Com a popularização dos notebooks, smartphones e tablets, era de se esperar que a escrita à mão caísse em desuso, mas o professor Antonio De Franco Neto – há 45 anos no ensino da caligrafia, ofício herdado do pai e do avô – diz não temer os avanços da tecnologia. “O computador surgiu para auxiliar a escrita, não para substituí-la”, acredita ele, que tem cerca de mil alunos matriculados no curso. “Com a maior exigência dos vestibulares e concursos, os estudantes de hoje têm procurado melhorar sua escrita”, afirma. A maioria dos alunos de sua escola é composta de jovens a partir dos 11 anos, a idade em que a letra da pessoa amadurece, segundo De Franco.


Curiosamente, os eletrônicos modernos também podem, de forma inesperada, ajudar a perpetuar a caligrafia. No mercado americano já estão disponíveis aplicativos como o “WritePad”. Ao custo de US$ 3,99, o programa transforma palavras escritas na tela, com o dedo ou caneta, em textos digitais, que podem ser usados em mensagens e e-mails. Outro aplicativo, chamado “abc PocketPhonics”, de US$ 1,99, funciona como um jogo, que estimula as crianças pequenas a desenhar letras com os dedos na tela. É a caligrafia a serviço dos novos tempos.



(Texto extraído da Revista Isto É do dia 20/10/2010, Ano 34, nº2136, pag.76)

Gotas de Sabedoria



"Nós somos feitos da mesma matéria que os sonhos,

e nossa pequena vida é circundada pelo sono"

William Shakespeare


"Há sempre alguma loucura no amor.

Mas há sempre também alguma razão na loucura"

Friedrich Nietzsche


"Há duas tragédias na vida.

Uma é não alcançar o que seu coração deseja.

A outra é alcançá-lo"

Bernard Shaw


(Frases extraídas da Revista Filosofia Especial, ano I, Nº6, pag.82. Editora Escala)

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

INVESTIGANDO CONCEITOS


Assumir o que se é e ter plena consciência da capacidade própria não é soberba, nem arrogância.
E o que seria a soberba? Ainda conforme Espinosa, em sua proposição de número 57 na Obra Ética , podemos ler: "A soberba é uma alegria que surge porque o homem tem, de si, uma opinião acima da justa (...). Por isso, os soberbos amarão a presença dos parasitas ou dos aduladores (...) e fugirão da presença dos nobres, que têm, deles, a opnião exata".


O termo arrogância, vale dizer, vem do latim ad rogare, e significa "tomar como próprio". Arrogante, neste sentido, não é aquele que sabe do que é capaz, nem tampouco aquele que tem consciência de seu próprio valor sem precisar de aduladores. Arrogante é aquele que toma tudo como próprio, que leva para o pessoal, colocando-se como centro gravitacional de um mundo que pretensamente o orbita. Do mesmo modo, não pode ser pretensioso aquele que sabe do que é capaz. Pretensioso é aquele que, sabendo-se despreparado para algo, mesmo assim imprudentemente ousa, cheio de certeza de que logrará êxito.


Desde a juventude, somos contaminados com os deveres desta humanidade supostamente virtuosa, que nos conduz a sentir culpa por nossas capacidades e talentos. A cena que ora descrevo não é nada, nada incomum: um aluno pergunta para o outro sobre como foi a prova. E o amigo responde que foi bem, que acha ter obtido a nota entre 8 e 10."Metido!", responde o interlocutor. E a ofensa será repetida, sobretudo se for verificada que, de fato, o outro tirou nota máxima. Note-se o disparate: a suposta falta de humildade aqui deriva justamente da consciência do que se é capaz. "Humildade" e "modéstia" passam a ser a arte de ocultar deliberadamente as próprias capacidades, medindo-se por baixo e sentindo vergonha de ser quem se é. Não é raro que jovens e brilhantes estudantes se esforcem para parecer menos inteligentes, a fim de não serem considerados "pouco humildes". Para Espinosa, a consciência do que somos capazes de fazer não é soberba, a não ser que você precise de bajulação e adulação para reforçar sua suposta capacidade. Afinal, se você precisa de bajulação é porque, na verdade, você não sabe realmente do que é capaz. Falta-lhe segurança e efetiva consciência.



"A modéstia é a humildade de um hipócrita que pede perdão pelos seus méritos aos que não têm nenhum" Schopenhauer.


( Trechos extraídos do texto Belas Palavras, vícios velados por Alexey Dodsworth/ Revista Filosofia/ Editora Escala/ pags.12 e 13 filosofia/Ano III, nº35.)
CONCEITO DE FELICIDADE

Epicuro, filósofo grego do século IV a. C, debruçou-se sobre um problema comum em sua época e que, como sabemos, não perdeu a atualidade, a questão era a felicidade. Diz-nos Epicuro que só procuramos a felicidade quando estamos com desprazer e que é o desprazer que nos empurra para a busca da felicidade - que é o retorno ao estado de tranquilidade inicial. O que quer dizer que a felicidade só se define quando comparada com o desprazer. E o desprazer é sofrimento, é perturbação física ou mental.
Assim, o prazer é, para Epicuro, falta de dor e não pode ser confundido com prazer físico carnal. Ao contrário, o desejo de prazer físico deve ser comedido, pois ele pode causar dores. Embora, às vezes, as dores ou os sofrimentos nos levem a felicidades quando, por meio deles, alcançamos desejos.
Tanto o prazer quanto o desprazer são definidos pela necessidade e pela mudança. Prazer é estar de bem com a vida, sem haver necessidade de nada. Desprazer é o contrário. Enquanto estamos em estado de "prazer", sem necessidade de nada, buscar a felicidade não tem sentido. Esta só aparece quando há desprazer que gera infelicidade. Aí temos necessidade de buscar a felicidade que é a volta ao prazer.
Então, a felicidade é mais bem definida como um movimento que gera mudanças.

(Trechos do texto de Epicuro - Etapa I- Epicuro e a Felicidade / Revista Filosofia/ Editora Escala, pag.3 filosofia, Ano V nº48)


RECEITA DE FELICIDADE


Pegue uns pedacinhos de afeto e de ilusão;
Misture com um pouquinho de amizade;
Junte com carinho uma pontinha de paixão
E uma pitadinha de saudade.

Pegue o dom divino maternal de uma mulher
E um sorriso limpo de criança;
Junte a ingenuidade de um primeiro amor qualquer
Com o eterno brilho da esperança.

Peça emprestada a ternura de um casal
E a luz da estrada dos que amam pra valer;
Tenha sempre muito amor,
Que o amor nunca faz mal.

Pinte a vida com o arco-íris do prazer;
Sonhe, pois sonhar ainda é fundamental
E um sonho sempre pode acontecer.

( Letra da música de Toquinho, também publicada na Revista Filosofia / Editora Escala, pag.6 filosofia , Ano V nº48)

terça-feira, 10 de agosto de 2010

MARINÊS
em prosa & verso


(Folha de São Paulo/ A16 Poder/Domingo 08/08/2010)


Ao declamar versos no debate na Band, Marina Silva levou à TV uma marca de sua campanha: quando o eleitor menos espera, interrompe o discurso politíco e desata a ler poemas de sua autoria.


Sou o arco, sou a flecha,
Sou todo em metades,
Sou as partes que se mesclam
Nos propósitos e nas vontades


Sou o arco por primeiro,
Sou a flecha por segundo,
Sou a flecha por primeiro,
Sou o arco por segundo


Buscai o melhor de mim
E terás o melhor de mim.
Darei o melhor de mim
Onde precisar o mundo


(O poema mencionado não significa meu apoio a candidatura da Marina)



Minha História de Mario Sergio Limberte

(Folha de São Paulo / Cotidiano C9/ Saúde do dia 08/08/2010.)



Resumo


Há três anos, o dentista Mario Sergio Limberte perdeu seu caçula, vítima dos efeitos dos antipsicóticos. Por dez anos, o pai mergulhou na prática e na teoria da doença. Devorou a literatura médica, ouviu as vozes todas da esquizofrenia. E preservou o elo com o filho. No livro 'Cadê Minha Sorte?' (Scortecci), ele mostra sua luta contra o transtorno do filho, e passa know-how. Hoje, briga para mudar o nome da doença-estigma.



MINHA HISTÓRIA



Nenhum pai imagina ter um filho com doença mental. Durante toda a vida do meu filho após o diagnóstico, estudei a esquizofrenia. Importava livros. Os livros médicos brasileiros são ótimos, mas escritos por pais, não achei.



André foi um menino sadio, alegre. O caçula. Hoje, teria 33. O outro tem 35.Teve uma infância feliz, posso dizer. Boa escola, viagens para a Disney...



Lá pelos 14 André ficou um pouquinho estranho. Não beijava mais a mãe. Quantos filhos não beijam a mãe, ainda mais na adolescência? Isso é o pior dessa doença. Vem vindo. Chega insidiosa, traiçoeira, confundindo.



MENINO BONITO



Mas André foi passando de ano. Quem sofre dessa doença não consegue concluir curso universitário. Há perdas cognitivas. Mas ele concluiu o de odontologia. E se recusou a ir na formatura.



Começou então o isolamento social. Era muito bonito, assediado pelas meninas. Passou a se fechar no quarto, não atendia mais telefone. Pensamos que era droga. Aos 16, contou à mãe que ouviu vozes. Não demos importância. Hoje, sei que ouvia.



Depois que o perdi, abrindo as gavetas dele, descobri poemas e uma história gozada, que deu nome ao meu livro: "Cadê minha sorte?"



O André sempre trabalhou no teatro das escolas. Decidiu que queria ser o melhor ator em Hollywood. Era já um delírio de grandiosidade, mas eu não percebia assim. Incentivei ele. E ele foi, então, estudar teatro e cinema em Los Angeles. Mas quando viajou, seu isolamento já estava patente.



André ficou dos 19 aos 21 nos EUA. Fui visitá-lo. À noite, vi que ele acordava muitas vezes, ia ao banheiro e ligava o chuveiro. Há um sintoma: o doente bebe muita água, compulsivamente. Eu me preocupei em não invadir. Não perguntei.Voltei preocupado. Comprei um livro sobre esquizofrenia. Fiquei estarrecido. Não contei para minha mulher. Entrei em depressão. Eu tinha vontade de morrer por covardia, para sair da briga. O antidepressivo me ajudou. Pensei: se morro, quem cuida do meu filho? Um dia, disse que não o sustentaria mais do que quatro meses lá. Ele veio. Estava magro para burro.



No dia seguinte da sua chegada fomos almoçar num restaurante. Pegou um palito da mesa e disse: "Pai, quando eu sair daqui, os garçons vão disputar esse palito, só porque toquei nele".Delírio de grandeza. Também tinha delírios de perseguição, alucinações. Dava risadinhas, eram vozes debochando.


Uma noite, foi ao nosso quarto, começou a falar que tinha vindo salvar o mundo. Minha mulher, ingenuamente, interferia. Ele dizia: "Cala essa boca". Eu anotava tudo para levar ao médico. Excitado, André andava do quarto para a sala, falava da guerra do Iraque... Até que, exausto, dormiu numa poltrona. Deitamos no chão, ao lado dele.


Voltou dia 9 de novembro, no dia 14 já foi internado compulsoriamente.Foi um dos piores dias da minha vida. Fiz uma armadilha para meu filho. Contratei ambulância, escolhi clínica. Não é fácil internar um filho. O médico disse que ele corria risco de vida. Só então contei para minha mulher. Ficamos escondidos. Vimos a ambulância chegar, ele sair com os enfermeiros. Aplicaram injeção, mas nem precisaria. Foi pacífico. Achou que era um sequestro.


Fui com meu carro atrás da ambulância. A médica da clínica fez perguntas para a gente. Falou: "Seu filho tem esquizofrenia, uma doença incurável". Ele tinha 22 anos. Sim, suspeitávamos, mas tudo tem um jeito para se falar. Aquilo mudou nossa vida. Ficou tudo muito mais triste, mas eu sabia agora com o que estava lidando. Precisa ter esclarecimento para não achar que o seu filho é um vagabundo. Passei dia e noite lendo. Conheci bem as várias hipóteses, os remédios.


Ficamos quatro dias sem poder vê-lo. Ele mandou um bilhetinho pedindo desculpa pela noite do surto. Pensou que foi internado como uma punição, como um castigo. Depois, quando permitiram visita, meu filho, grogue, disse: "Pai, você não podia fazer isso comigo. Acabou com minha vida".


Passaram-se dez anos assim: toma medicamento, melhora, piora. André nunca me perdoou pela internação. Duas vezes me disse que estraguei a vida dele. Um pai que tem um filho com essa doença não pode ter medo de ser odiado. Mesmo assim, tenho culpa.


EFEITOS COLATERAIS


A medicação antipsicótica funciona só nos sintomas positivos (delírios e alucinações). Na parte cognitiva, não. Naquilo que incapacita, nada. Estamos longe do remédio ideal. Os efeitos colaterais são horríveis. O doente passa a lutar contra a doença e contra os efeitos da medicação, que vão de constipação intestinal a impotência sexual.



Os médicos não dão importância a essas comorbidades. Como a doença é a pior coisa que existe, psiquiatras focam nela, não no doente. O psiquiatra não toma a pressão, não pede exames, quando é sabido que cardiopatias são a segunda causa de morte dos doentes. A primeira é suicídio. Fala-se muito nos livros médicos que os remédios dão condições de se ter uma vida razoavelmente boa. Mentira. A maioria dos doentes não se casa, é solitária.



André tinha namoradas no começo. Depois, não saía mais com meninas. Perguntei para o médico sobre a parte sexual, pedindo para ele ser ético, dizer só o que eu precisasse saber para ajudar. E o médico me disse que meu filho tinha retardamento do orgasmo, mas isso não era nada. Se o André falasse sobre isso mais uma vez, poderia receitar Viagra. Falou como se fosse uma gripe.
Outro efeito é a obesidade.


O NOME DA DOENÇA


Não contei ao André o nome da doença. Segundo alguns autores, se o doente sabe, fica melhor para enfrentar. Outros dizem que essa informação leva mais rápido ao suicídio, se o doente é culto e tem noção das limitações.



O médico explicou o distúrbio químico no cérebro dele, o excesso de dopamina. O problema é o nome da doença. Se falo que meu filho tem esquizofrenia, a tradução é "louco". Não é só semântica. Precisa mudar. Ninguém na família ficou sabendo da doença do André, muitos amigos também ficaram sabendo só no velório. Por que escondi? Porque se contasse todo mundo ia se afastar, o isolamento seria ainda pior.


Na fase em que ainda não tinha palpitações por causa do remédio, o André até foi em baladas, se divertiu. Aos poucos, veio o sintoma da pobreza de palavras. Falava pouco. Depois, catatonia. Ficava na poltrona, em posição fetal, imóvel. Ele tinha alucinações visuais. Cismava com cores. Uma vez disse que estava vendo tudo cor-de-rosa. Sinal de que a dose não era mais suficiente. Aí aumenta a dose, e o que acontece? Depressão e culpa. "Pai, eu não venço na vida, faço os testes e não me aceitam", ele me dizia. Eu falava que vida de artista era difícil mesmo, precisava paciência. Meu filho passou várias fases de depressão e melhora.


DIA SOLITÁRIO



O dia da sua morte foi um domingo como outros. Dias antes, se queixou de taquicardia, mas tinha muitas palpitações sempre. Almocei com ele no clube, deixei em casa e fui visitar minha mãe. Domingo é um dia solitário para todo mundo. Para ele, mais. Depois, sempre pegava ele para tomar cafezinho no shopping.



Eu que o encontrei. Achei que dormia. Sacudi, gritei. Estranho ter nas mãos seu filho morto. Que sensação. Muitos doentes morrem do coração. Muitos se suicidam. Vivem menos que a maioria. Não escrevi o livro por revolta. Não estou ligado a nada. Quis contar a história, talvez ajude outros pais."

quinta-feira, 29 de julho de 2010


Saramago por ele mesmo

“A princípio respondia que escrevia para que as pessoas me quisessem bem. Logo esta resposta me pareceu insuficiente e decidi que escrevia porque não me agradava a idéia de ter que morrer. Agora digo, e talvez isso seja certo, que no fundo, escrevo para compreender”.

“Minha arte consiste em tentar mostrar que não existe diferença entre o imaginário e o vivido, o vivido poderia ser imaginado, assim como o contrário”.

(Frases extraídas do jornal O Estado de São Paulo Página H6 Especial de 19/06/2010.)
A equação do futuro

Ano após ano, o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) reprova o Brasil no quesito igualdade. O ranking das escolas com melhor desempenho reproduz o abismo da diferença entre a qualidade do ensino oferecido em instituições públicas e privadas. Assim, distancia ainda mais os alunos com a garantia de um futuro bem-sucedido nas universidades dos que engordarão a massa de trabalhadores com escolaridade limitada. O teste final que as avaliações da educação brasileira propõe é como resolver um problema antigo com soluções diferentes e inovadoras.


Para Andreas Schleicher, diretor de Programas de Análise e Indicadores em Educação da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e responsável pelo Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa), os dados de verificações como o Enem podem sugerir alguns caminhos. Mas a resposta está mesmo na formulação de um novo modelo de educação, "menos centrado no currículo e mais no aprendiz". "Precisamos entender que a aprendizagem não é um lugar, é uma atividade. Sistemas educacionais precisam reconhecer que os indivíduos aprendem de formas diferentes", diz o físico alemão.

(...)

Como a tecnologia está transformando os antigos modelos de ensino?


Uma palavra-chave para o uso da tecnologia na educação costumava ser o aprendizado "interativo". Agora, ele precisa ser "participativo". E, embora a educação a distância seja uma peça importante da educação no futuro, o ensino permanecerá uma experiência humana. Nas gerações passadas, professores sabiam que o que eles ensinassem duraria por toda a vida do aluno. Hoje, a escola precisa preparar os estudantes para mudanças econômicas e sociais mais rápidas do que nunca, para profissões e tecnologias que não foram inventadas e problemas que ainda não sabemos se surgirão. Como podemos criar uma cultura de educação para a vida inteira e para todas as áreas da vida que atinja a todos? O dilema dos educadores é que as habilidades cognitivas rotineiras, aquelas fáceis de ensinar e de avaliar, são também as mais facilmente digitalizadas, automatizadas e terceirizadas. O sucesso em educação não é mais a reprodução de conteúdo e conhecimento, mas é a capacidade de aplicar esse conhecimento em situações inéditas.

( Trechos do texto extraído do Jornal O Estado de São Paulo / aliás de 26/07/2010.)