sábado, 9 de janeiro de 2010
Simplicidade e sensibilidade!!!
"Não chore, se você me ama...
Se conhecesse o dom de Deus
e o que é o céu...
Se pudesse ouvir o cântico dos anjos
e me ver entre eles...
Se pudesse ver se desenvolver diante
de seus olhos os horizontes, os campos
e os novos caminhos que atravesso...
Se, por um instante apenas, você pudesse
contemplar como eu a beleza diante da qual as belezas empalidecem...
Como!... Você me viu, amou-me no país das
sombras e não se conforma de me ver e me amar
no país das realidades imutáveis?
Acredite em mim. Quando a morte
vier romper seus próprios laços
como quebrou aqueles que me acorrentavam,
quando chegar o dia que Deus fixou
e conhece, e sua lama vier a este céu
em que minh´alma antes chegou...
nesse dia você voltará a me ver.
Sentirá que eu o amei
e que continuo amando você
e encontrará meu coração
com todas suas ternuras purificadas.
Você voltará e me verá em transfiguração,
em êxtase feliz.
Já não esperando a morte,
mas avançando com você,
eu o levarei segurando suas mãos
pelos caminhos novos da luz e da vida.
Se você me ama,
enxugue seu pranto e não chore."
Santo Agostinho, Se você perdeu alguém que amava, pags 36 e 37, V&R Editoras
e o que é o céu...
Se pudesse ouvir o cântico dos anjos
e me ver entre eles...
Se pudesse ver se desenvolver diante
de seus olhos os horizontes, os campos
e os novos caminhos que atravesso...
Se, por um instante apenas, você pudesse
contemplar como eu a beleza diante da qual as belezas empalidecem...
Como!... Você me viu, amou-me no país das
sombras e não se conforma de me ver e me amar
no país das realidades imutáveis?
Acredite em mim. Quando a morte
vier romper seus próprios laços
como quebrou aqueles que me acorrentavam,
quando chegar o dia que Deus fixou
e conhece, e sua lama vier a este céu
em que minh´alma antes chegou...
nesse dia você voltará a me ver.
Sentirá que eu o amei
e que continuo amando você
e encontrará meu coração
com todas suas ternuras purificadas.
Você voltará e me verá em transfiguração,
em êxtase feliz.
Já não esperando a morte,
mas avançando com você,
eu o levarei segurando suas mãos
pelos caminhos novos da luz e da vida.
Se você me ama,
enxugue seu pranto e não chore."
Santo Agostinho, Se você perdeu alguém que amava, pags 36 e 37, V&R Editoras
Um novo ano... de muita esperança e muitas postagens!
Por conta dos compromissos de final de ano fiquei um tanto quanto ausente, mas tenho muita coisa para dividir com vocês. Espero á partir de hoje compartilhar mais postagens aqui no meu blog.
Aproveito para desejar a todos um próspero 2010, repleto de alegrias e realizações!
Abraço fraterno
Dr. Paulo Neme
terça-feira, 22 de setembro de 2009
Mensagem de hoje...
"Para com o benigno, benigno te mostras;
com o íntegro, também integro
com o puro, puro te mostras
com o perverso, inflexível
Porque tu salvas o povo humilde
mas os olhos
altivos, tu os abates...
Porque fazes resplandecer a minha lâmpada
o Senhor, meu Deus derrama luz
nas minhas trevas..."
com o íntegro, também integro
com o puro, puro te mostras
com o perverso, inflexível
Porque tu salvas o povo humilde
mas os olhos
altivos, tu os abates...
Porque fazes resplandecer a minha lâmpada
o Senhor, meu Deus derrama luz
nas minhas trevas..."
terça-feira, 8 de setembro de 2009
Que parte de mim , que eu desconheço, que me guia?
Ameaçou chuva... E a negra
Nuvem passou sem mais...
Todo o meu ser se alegra
Em alegrias iguais...
Nuvem que passa... Céu
Que fica e nada diz...
Vazio azul sem véu
Sobre a terra feliz...
E a terra é verde, verde...
Porque então minha vista
Por meus sonhos se perde?
De que é que a minha alma dista?
Nuvem passou sem mais...
Todo o meu ser se alegra
Em alegrias iguais...
Nuvem que passa... Céu
Que fica e nada diz...
Vazio azul sem véu
Sobre a terra feliz...
E a terra é verde, verde...
Porque então minha vista
Por meus sonhos se perde?
De que é que a minha alma dista?
Fernando Pessoa...inéditas!
Porque para que serve mais querer
Todos modos da vida são viver
Vida, apenas viver, são encher...
De dias a consciência oca de tê-los
e de ocas cousas mil de os ter
A ideia de que é inútil o havê-los...
Todos modos da vida são viver
Vida, apenas viver, são encher...
De dias a consciência oca de tê-los
e de ocas cousas mil de os ter
A ideia de que é inútil o havê-los...
quarta-feira, 15 de julho de 2009
Sonhar mais um sonho impossível...
"Amigo, o sonho impossível só pode ser sonhado com fé.
O inimigo invencível só pode ser vencido com fé.
É a fé que dá á mãe da criança doente serenidade para o embalo necessário.
É a fé que faz crer ao marido da varenta que a paciência vencerá a prepotência.
É a fé que faz com que mulheres e homens se prostrem diante do Autor da Vida em busca de vida.
É a fé que nos lança a combater o medo arrebatador.
E ela nasce da simplicidade do encontro, do amor partilhado, das cicatrizes oncontáveis provocadas por quedas ou agressões.
Sofremos por nós mesmos e pelos outros.
Sofremos pelas intransigências de nossas emoções precárias e porque nos deixamos atingir por outros, caducos dos mesmos problemas.
Lançamos no outro a chama que nos consome, fazemos do outro o retalho que falta em nossa tessitura e lamentamos a diferença de tamanho ou de desejo.
Quem há de nos visitar nesse recanto distante em que nos distraímos?
Quem há de ter piedade da solidão voluntária ou ignorante?
Quem terá a coragem de negar quando a regra é ceder?
Envelhecemos, padre, quando lançamos fora o que nos rejuvenesce: o amor.
O amor é o antídoto que afasta a doença e que ameniza a dor.
O amor nos dá serenidade porque somos capazes de ver o outro além de nós mesmos.
O outro é o que dá alteridade á minha vida.
E é isso que o avarento, o mesquinho, ainda não compreendeu.
É isso que o arrogante não percebe.
O outro não é uma coisa que existe para servir.
Ninguém é coisa de ninguém.
Respiramos a vida como um balsámo que nos eleva.
Elevados, enxergamos melhor.
E o que vemos nos alimenta para novos voos.
Para voar, é preciso fé.
E se o voo nos aproximar da Luz a volta será completamente diferente.
A subida é temerosa porque não sabemos o que vem pela frente.
É a fé que nos conduz.
O encontro sela a esperança de que a volta será plena de amor.
E com amor a paisagem se transfigura, porque os olhares em êxtase são capazes de ver o invisível.
E sem maquiagem.
A transformação é constante e interna.
E os anos acabam sendo um mero detalhe nas idas e vindas..."
Trecho do livro Cartas entre amigos de Fábio de Melo e Gabriel Chalita...
O inimigo invencível só pode ser vencido com fé.
É a fé que dá á mãe da criança doente serenidade para o embalo necessário.
É a fé que faz crer ao marido da varenta que a paciência vencerá a prepotência.
É a fé que faz com que mulheres e homens se prostrem diante do Autor da Vida em busca de vida.
É a fé que nos lança a combater o medo arrebatador.
E ela nasce da simplicidade do encontro, do amor partilhado, das cicatrizes oncontáveis provocadas por quedas ou agressões.
Sofremos por nós mesmos e pelos outros.
Sofremos pelas intransigências de nossas emoções precárias e porque nos deixamos atingir por outros, caducos dos mesmos problemas.
Lançamos no outro a chama que nos consome, fazemos do outro o retalho que falta em nossa tessitura e lamentamos a diferença de tamanho ou de desejo.
Quem há de nos visitar nesse recanto distante em que nos distraímos?
Quem há de ter piedade da solidão voluntária ou ignorante?
Quem terá a coragem de negar quando a regra é ceder?
Envelhecemos, padre, quando lançamos fora o que nos rejuvenesce: o amor.
O amor é o antídoto que afasta a doença e que ameniza a dor.
O amor nos dá serenidade porque somos capazes de ver o outro além de nós mesmos.
O outro é o que dá alteridade á minha vida.
E é isso que o avarento, o mesquinho, ainda não compreendeu.
É isso que o arrogante não percebe.
O outro não é uma coisa que existe para servir.
Ninguém é coisa de ninguém.
Respiramos a vida como um balsámo que nos eleva.
Elevados, enxergamos melhor.
E o que vemos nos alimenta para novos voos.
Para voar, é preciso fé.
E se o voo nos aproximar da Luz a volta será completamente diferente.
A subida é temerosa porque não sabemos o que vem pela frente.
É a fé que nos conduz.
O encontro sela a esperança de que a volta será plena de amor.
E com amor a paisagem se transfigura, porque os olhares em êxtase são capazes de ver o invisível.
E sem maquiagem.
A transformação é constante e interna.
E os anos acabam sendo um mero detalhe nas idas e vindas..."
Trecho do livro Cartas entre amigos de Fábio de Melo e Gabriel Chalita...
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